O Diabo estava de quatro segurando o bucho que sangrava com a ferida profunda. As gotas profanas pingavam na poeira do agreste, transformando-a em chumbo grosso.
Olhando tal criatura mítica naquele estado deplorável, o cabra benzeu-se e guardou a pistola. Ajeitou o chapéu de couro na cabeça e apontou o facão pro focinho do capeta, que soluçava como um bêbado infeliz.
- Que Deus tenha piedade dobrada da tua alma sebosa, capiroto - E deu uma ultima baforada do seu fumo de rolo, que quase nublou os olhos do demônio rendido ao sol escaldante - Porque eu não vou não.
Pisou-lhe a cabeça e passou-lhe a lâmina na nuca.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
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