quarta-feira, 7 de abril de 2010

Pop e Tendência

Música pop é para aqueles de mente fraca. Investir milhões de dólares na imagem de um artista não tem mostrado nenhum outro objetivo além de tornar sua música mais assimilável, mais aceitável, mais vendável. E é assim que eles são chamados: "Artistas". Não podem se dar ao luxo de serem simples músicos. Músicos não marcam. é preciso ser um ícone, uma estrela, e ter um contrato milionário com uma gravadora de proporções mundiais.

E do que seria o pop sem o audio-visual? Ou seria visual-audio? É fácil lembrar ( e consumir) uma música que tenha um vídeo-clipe endeusado pelas vanguardas fashion, que represente tudo que é "tendência" no momento. E ser "tendência" exige uma verba astronômica. Curiosamente, com tanto dinheiro envolvido, é natural que haja apologias a um estilo de vida estupidamente elitista: Mansões, diamantes, carros reluzentes, sapatos de marca, homens bonitos, mulheres fatais, lojas de bolsas e legendas em francês. É como se na boca destes artistas, que estão cantando sobre amor e traição, estivessem colocando frases como: "Você tem certeza de que não quer ser com eu? Olha só tudo isso que eu tenho! Para TER, é preciso SER, e para SER, é preciso ouvir a minha música. Vamos lá, cante o refrão comigo!" E é cantando o refrão que se enfraquecem as mentes. A mídia é generosa, se alguém esquecer o refrão, logo lembrará, mesmo que não seja por vontade própria. E assim, o pop vai se alimentado da circulação monetária proveniente de tantos e tantos televisores sintonizados na MTV.

Não desmereço as estrelas. Aliás, não sou eu quem desmerece. Por mais que cantem bem, por mais que saibam tocar piano, guitarra, contra-baixo, bateria, sintetizadores, por mais que produzam discos de outros artistas, sempre vão ser as galinhas dos ovos de dólar das gravadoras. Até que a nova década chegue.

Quando a tendência era ser sujo, cabeludo, usar drogas pesadas e tocar um rock diferente de tudo, todos queriam ter suas camisas de flanela. Hoje, na era dos brilhantes encrustados em iPod's, é preciso ter um par de tênis bem coloridos para combinar com o corte de cabelo andrógeno. Assim como o resto do mundo Pop, o Rock 'n' Roll também se mostra material. Basta ter o dinheiro, e ele se torna consumível. Obviamente, ninguém vai comprar um disco que seja, mas não é de hoje que se ouve música com as roupas.

Afinal, música pop é só um grande golpe de marketing. É um negócio que insiste em gerar canções, que vão ser associadas a imagens, que vão estar recheadas de grifes e marcas carimbadas com o Status Social. Assim, novos singles tornam-se novos jingles.

Eu mesmo que escrevi tudo isso sou admirador da tendência de dezenove anos atrás, o "Grunge" (ou pelo menos das músicas das quais ela se originou). E agora? Sou hipócrita? Talvez. As bandas do então rotulado estilo musical "grunge", na minha opinião, ganharam espaço na mídia por pura sorte. E cara, eles faziam belos jingles. Além do quê, tendências passadas não são tendências, uma vez que movimentam uma quantidade insignificante de capital. Na minha concepção, quando se trata de tendências, seja você antiquado ou à frente de seu tempo, o que importa é estar fora.

Desligue o rádio e a MTV. Acesse o Youtube, o Myspace, o Last FM que seja, e vá descobrir algumas músicas. Assim, em algum tempo, você estará ouvindo o que realmente gosta.

Alguém ainda vai me chamar de ultrapassado, frustrado, alarmista, hipócrita, gay, drogado, filho da puta. Mas eu acredito naquilo que eu digo. No que você acredita?
Lady Gaga?







"Musica deveria ser uma expressão de liberdade, não de facismo" - John Frusciante

sábado, 3 de abril de 2010

Tédio

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Tédio.
Minha vida se resume em momentos de apatia
E momentos de criatividade
Quando eu vou mudar isso?
Quando eu vou salvar minha alma?
E admirar aquilo quem sou
Quero ser poeta, mas odeio lidar com palavras
Quero ser filósofo, mas odeio dar sentido
Aos meus pensamentos...
Eu queria ser ator, mas não se mentir
Eu queria ser músico, mas não sei tocar
Sei tocar as cordas
Não os corações



Que noite longa.