quinta-feira, 10 de julho de 2014

Aventura em Calradia

Se vocês ainda têm curiosidade de continuar lendo aquela historieta medieval que eu tava escrevendo, no link a seguir há um novo capítulo e todos os outros será postados exclusivamente nesse site:

http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-games-mount-blade-a-revolucao-vermelha-de-calradia-970797/capitulo2

Copia e cola ae, faz favor!

domingo, 6 de julho de 2014

Contos Estranhos - A Ressurreição

(a estória abaixo foi baseada na ideia para um curta-metragem desenvolvida pelo roteirista e cineasta Rafael Ramos, de Brasília - DF, no inverno de 2014)



Só Lixo



Tá tendo uma exposição a céu aberto do lado do Museu da República. Um cidadão pára abismado em frente a um caixote de madeira, completamente isolado do resto da exposição. Um daqueles de carregar fruta na feira. Já todo surrado, a madeira toda seca e quebradiça. Ele para e observa o desenho das sombras do caixote no chão da cidade. Ele não consegue entender o significado daquela peça.  Até que chega um Fanfarrão e começa a dar opinião. "Pois é. Já aqui o artista quis traduzir o peso leveconsciente dos monumentos arquitetônicos da cidade. Pois se o ser humando se capturasse no ponto de vista de uma formiga, este caixote seria como o próprio Museu. Isolado no meio de um deserto de planos."
Chega uma Lixeira e joga o caixote em um cestão de lixo com o logo distrital.
O Fanfarrão fica olhando pro lixo com cara de cu.
Algumas Pessoas que ouviam interessadas todas as opiniões que o Fanfarrão proferiu sobre cada peça da exposição começam a rir de desprezo.
O Cidadão intervem: "Vocês não vêem? O Artista quis dizer que a Instalação é a própria Cidade. Deliberadamente abandonando a peça de pouco valor aparente em um local afastado do resto, ele entregou-a à sua própria sorte no nosso meio Urbano!"
As Pessoas começam a olhar para o lixo abismadas e fazer comentários interessados.
O Artista, notando sua exposição esvaziada, se aproxima de um aglomerado de pessoas admirando o lixo.
"O que tá acontecendo minha gente?"
"Sérgio Bandeira, senhoras e senhores!" Aplausos e assobios rugem da multidão e todos querem congratular o genial artista.
"Sérgio, serginho..." recomeça o Fanfarrão "Estávamos todos aqui absolutamente ABISMADOS com a genialidade da percepção que tens em relação ao valor artístico que nossa cidade enquanto espaço físico inspira!"
"Como?"
"Veja bem, aquele caixote.... para todos nós era só um caixote não é? Assim como lixo, ora, lixo sempre vai ser apenas LIXO, MAS, para você! Haha... você não...
"Pera, peraí..... Esse lixo não é parte da exposição!"
"Mas como não, Sérgio?
...
"É SÓ LIXO PORRA!"


Mudas, as pessoas encaram o artista. Nenhuma delas tem um reação imediata. Lentamente, o Fanfarrão começa a bater palmas. Elas começam poucas e graves mas logo irrompem em uma chachoeira de prestígio. Todos o admiram. Como era sincero este artista.