Talvez eu devesse fazer um blog.
Talvez eu devesse escrever crônicas baseadas no meu cotidiano
Talvez eu devesse pegar esses cadernos de escola com poemas escritos a canetinha hidrocor
e fazer alguma coisa com isso.
Talvez eu devesse pegar esses contos escritos à mão quando eu estava bêbado e transcrever no Título
Uma década é quanto tempo? 10 anos, uma infância, a juventude, a vida inteira?
Eu nunca quis deletar esse blog, porque eu sei que ele pertence a mim. Só a mim. Vocês adoram ler,
mas isso é meu. Até hoje eu me pergunto se foi por acaso que todos os rapazes que eram próximos de mim no início também abriram seus blogs. Algumas moças, também. Na verdade eu sou próximo de quase todas essas pessoas até hoje. Mudou tanto de lá pra cá. Mas alguma coisa ainda é a mesma:
Eu só escrevo quando quero.
Sério, se isso fosse meu trabalho, se isso fosse jornalismo ou Romance, eu seria frustrado.
"Cuidado pra não matarem sua escrita. "5 páginas sobre o que rolou no Haiti, pra amanhã!""
Helena devia ter 14 anos quando me disse isso por MSN. Nunca mais a vi. Deve ter se tornado A Mulher mais Sábia da Montanha. Sei que se tornou Atriz, de alguma forma.
A blogosfera. Oceano Non-sense. Escrever sobre todas as cervejas que queríamos tomar e sobre todas as mulheres por quem gostaríamos de ser rejeitados. Ser bohemio é bem legal quando você tem que acordar cedo pra aula de Redação no colégio. Juvenillia Café.
Contos de revolução, aventuras medievais, poemas sobre galáxias. Meus fantasmas me divertem. Vídeos inesquecíveis que só se encontram no Blog da Trindade. Isso tudo vai além de mim, além do Titulo Definitivo. Just like a freaking dream!
E eu me pergunto se eu que comecei tudo isso.
Isso importa! Eu fui início de muita coisa, muita coisa que nem pertence mais a mim.
Gosto de pensar que foi isso.
(nota do tradutor: não ficar emotivo demais)
Eu deveria escrever algo mais. Eu deveria agradecer a todos vocês que me acompanham, e que fizeram deste site parte de suas vidas. Eu poderia ser tão humilde quanto realmente sou. Mas, hoje, especialmente hoje, só quero dizer uma coisa:
Não há de quê!
A maior parte do prazer foi minha.
A maior parte do prazer foi minha.
