Dave abriu os olhos e não acreditou no que via:
O céu virara sangue, fogo por toda parte, era o fim. O apocalipse. O armageddon. O Juízo Final.
Ou seria apenas o começo?
Uma sombra leviatânica cruzou o solo, escurecendo o dia que já estava sombrio o suficiente. O garoto olhou para cima e viu a criatura.
Vermelho da cor do sangue. Quente como lava. Se aproximou e parou em uma pose titânica. Não havia dúvidas: era o Senhor dos dragões.
- "O que te traz aqui, mortal? Perdido por entre as dimensões paralelas da agonia. Os tolos cristãos da tua Terra chamam esse lugar Inferno, e apenas o atormentados garantem sua passagem para este plano. Longe de casa, do ventre da tua mãe. Desmamado como um bezerro indefeso. Me dê um único motivo para não devorá-lo."
Dave sentiu suas mandíbulas doerem tamanha era sua boca aberta. A voz de trovão do Dragão quase o fez mijar nas calças. A única coisa que lembrava era de ter adormecido em segurança em sua cama.
-" Eu..... Eu estava em casa. Não sei o que está acontecendo."
Os olhos de esmeralda da criatura dantesca encontraram os tímidos globos oculares castanhos do menino. Passado, presente, futuro, tudo estava contido naquela alma anciã. Conhecimentos há tanto perdidos. Civilizações inteiras massacradas. Inúmeros heróis abatidos em vão. Os gritos e choros de inocências perdidas. Tudo girava nos pensamentos de Dave. Sentiu que o fim estava próximo. Simplesmente fechou os olhos e esperou pela mordida infernal do Dragão.
O lagarto riu.
- "Hu hu hu hu hu hu ....."
Trovões verdes no céu vermelho emulavam a risada do ser mastodôntico. Era como se o Hades inteiro estivesse achando graça. A fragilidade de um inocente era uma deliciosa piada.
- "Tolo! Não importa agora as circunstâncias que o trouxeram aqui! Tua hora vai chegar. Tua carne será arrancada de teus ossos, e teus gritos me deliciarão por alguns segundos apenas. Alguns segundos! É tudo o que preciso para garantir que tua alma sofra por uma eternidade. Mas, por enquanto, não há muito que eu possa fazer. Uma aura estranha te protege. Os tolos chamam de fé. Os bravos chamam de coragem. Mas eu sei que se trata apenas de destino."
- "Destino?" - perguntou, aflito, o garoto.
- "Destino." - disse, simplesmente, o desmesurado dragão. - "Algo o prende no mundo de lá. Cada ínfima parte do universo tem um papel fundamental no Todo. É sabido. Nada acontece antes da hora, nem depois. Tudo está perfeitamente cronometrado.
- "Que viagem....."
- "Viagem!? Não viste nada ainda.
O dragão virou-se e abaixou o pescoço.
- "Suba. Te mostrarei o que é uma viagem."
Dave subiu no dorso da criatura astronômica e segurou-se nas escamas. O Senhor dos Dragões levantou vôo. Planaram violentamente até o Olho Carmesim. Voaram sob o Céu Vermelho de Marte. Surgia assim, O Dragonauta.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Nova Postagem
Me deu vontade de escrever aqui, mas não tenho o que dizer.
Ah, diabos, talvez uma cachaça me fizesse bem agora, mas não tenho nada do tipo aqui em casa.
Tudo bem, em Belém. Sei lá. Vida que segue sem muitas surpresas. Eu tava ouvindo uma música boba no youtube, uma que nunca tinha ouvido, mas que estranhamente me deu uma sensação de nostalgia muito forte. Daí resolvi clicar em "Nova Postagem".
Acho que nostalgia é o maior combustível que tenho pra escrever ultimamente. As coisas pareciam ser mais simples na época que comecei esse blog. Ensino Médio e tal. Já faz bem uns 8 anos que resolvi criar isso aqui... nunca foi lá essas coisas. Mas rendeu bons momentos, bons insights. Isso parece soar como uma despedida. Haha. Não é. Ainda vou continuar escrevendo aqui. Esperem pelo aniversário de 10 anos. Espero estar em Brasília quando isso acontecer. Sair pra encher a cara com as pessoas certas e relembrar tempos da nossa blogosfera. É. Eu gostaria disso.
"E como anda a sua vida?" É uma pergunta que alguém poderia me fazer. Acho que a resposta é a mesma desde que tinha 16 anos: Eu não faço a mínima ideia do que eu tô fazendo aqui. E sabe... nem quero mais saber. Acho que desisti de encontrar um sentido para a existência da vida e do universo. É uma questão que me atormentou seriamente durante um certo período. Volta e meia ainda penso na morte. E quem não pensa? O que é morrer? É deixar de existir? É o vazio e o nada eterno? É quando nos tornamos Um com o Universo. Ou não. De qualquer forma, é perda de tempo (e de sanidade) se questionar demais quanto a isso. Merda, a vida pode ser maravilhosa em muitos sentidos. Não é justa. Não é bonita, não o tempo todo. Mas é o que tem pra hoje.
"Disconnect and self-destruct
One Bullet at a time
What's your rush now?
Everyone will have their day to die..."
Eu definitivamente já fui muito auto-destrutivo na minha vida. É uma atitude egoísta. Encher o cu de maconha e acreditar que sou Deus. Não foi o meu melhor momento. Mas a gente vai aprendendo com essas merdas. Vai amadurecendo de tanto se foder. Ou você morre jovem e prepotente ou fica velho e medroso. "O problema da velhice é que ela logo chega" palavras do meu avô. O tempo de uma vida humana é mesmo insignificante... mas é o suficiente pra aprender uns macetes. No meio da minha viagem, quando eu acreditei ter encontrado "o sentido da vida" minha conclusão foi essa: Estamos aqui para amar e aprender. Vai dizer que eu estava errado? Eu tava em outro mundo. Preso e perdido dentro de mim mesmo. Mas algumas loucuras têm seus momentos de lucidez. Mas porque que eu tô falando nisso, mesmo? Ah... estávamos falando sobre a vida e a morte, essas coisas. Minha conclusão é essa: Eu não sei porque existimos, mas já que estamos aqui... vamos tentar tirar o melhor proveito da porra toda.
Vamos ver... o que mais? Depois de ficar todo filosófico é difícil falar de qualquer outra besteira. Eu poderia tomar uma cerveja agora. Eu poderia beijar alguém. Eu gostaria, na verdade, de sair pra encontrar aquela garota do Tinder. Mas ando muito inseguro. Eu sempre fui inseguro. Talvez eu devesse mandar tudo à merda e meter a cara na rua.
Bom... esse texto já tá se estendendo demais. Já não tenho muita coisa pra falar, já estou soando como um idiota. Melhor parar....
Se alguém ler isso, faça-me um favor: Comente. Seria legal ter alguma interação com algum leitor desgarrado que por acaso resolveu revisitar isso aqui.
Ah, diabos, talvez uma cachaça me fizesse bem agora, mas não tenho nada do tipo aqui em casa.
Tudo bem, em Belém. Sei lá. Vida que segue sem muitas surpresas. Eu tava ouvindo uma música boba no youtube, uma que nunca tinha ouvido, mas que estranhamente me deu uma sensação de nostalgia muito forte. Daí resolvi clicar em "Nova Postagem".
Acho que nostalgia é o maior combustível que tenho pra escrever ultimamente. As coisas pareciam ser mais simples na época que comecei esse blog. Ensino Médio e tal. Já faz bem uns 8 anos que resolvi criar isso aqui... nunca foi lá essas coisas. Mas rendeu bons momentos, bons insights. Isso parece soar como uma despedida. Haha. Não é. Ainda vou continuar escrevendo aqui. Esperem pelo aniversário de 10 anos. Espero estar em Brasília quando isso acontecer. Sair pra encher a cara com as pessoas certas e relembrar tempos da nossa blogosfera. É. Eu gostaria disso.
"E como anda a sua vida?" É uma pergunta que alguém poderia me fazer. Acho que a resposta é a mesma desde que tinha 16 anos: Eu não faço a mínima ideia do que eu tô fazendo aqui. E sabe... nem quero mais saber. Acho que desisti de encontrar um sentido para a existência da vida e do universo. É uma questão que me atormentou seriamente durante um certo período. Volta e meia ainda penso na morte. E quem não pensa? O que é morrer? É deixar de existir? É o vazio e o nada eterno? É quando nos tornamos Um com o Universo. Ou não. De qualquer forma, é perda de tempo (e de sanidade) se questionar demais quanto a isso. Merda, a vida pode ser maravilhosa em muitos sentidos. Não é justa. Não é bonita, não o tempo todo. Mas é o que tem pra hoje.
"Disconnect and self-destruct
One Bullet at a time
What's your rush now?
Everyone will have their day to die..."
Eu definitivamente já fui muito auto-destrutivo na minha vida. É uma atitude egoísta. Encher o cu de maconha e acreditar que sou Deus. Não foi o meu melhor momento. Mas a gente vai aprendendo com essas merdas. Vai amadurecendo de tanto se foder. Ou você morre jovem e prepotente ou fica velho e medroso. "O problema da velhice é que ela logo chega" palavras do meu avô. O tempo de uma vida humana é mesmo insignificante... mas é o suficiente pra aprender uns macetes. No meio da minha viagem, quando eu acreditei ter encontrado "o sentido da vida" minha conclusão foi essa: Estamos aqui para amar e aprender. Vai dizer que eu estava errado? Eu tava em outro mundo. Preso e perdido dentro de mim mesmo. Mas algumas loucuras têm seus momentos de lucidez. Mas porque que eu tô falando nisso, mesmo? Ah... estávamos falando sobre a vida e a morte, essas coisas. Minha conclusão é essa: Eu não sei porque existimos, mas já que estamos aqui... vamos tentar tirar o melhor proveito da porra toda.
Vamos ver... o que mais? Depois de ficar todo filosófico é difícil falar de qualquer outra besteira. Eu poderia tomar uma cerveja agora. Eu poderia beijar alguém. Eu gostaria, na verdade, de sair pra encontrar aquela garota do Tinder. Mas ando muito inseguro. Eu sempre fui inseguro. Talvez eu devesse mandar tudo à merda e meter a cara na rua.
Bom... esse texto já tá se estendendo demais. Já não tenho muita coisa pra falar, já estou soando como um idiota. Melhor parar....
Se alguém ler isso, faça-me um favor: Comente. Seria legal ter alguma interação com algum leitor desgarrado que por acaso resolveu revisitar isso aqui.
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