Me deu vontade de escrever aqui, mas não tenho o que dizer.
Ah, diabos, talvez uma cachaça me fizesse bem agora, mas não tenho nada do tipo aqui em casa.
Tudo bem, em Belém. Sei lá. Vida que segue sem muitas surpresas. Eu tava ouvindo uma música boba no youtube, uma que nunca tinha ouvido, mas que estranhamente me deu uma sensação de nostalgia muito forte. Daí resolvi clicar em "Nova Postagem".
Acho que nostalgia é o maior combustível que tenho pra escrever ultimamente. As coisas pareciam ser mais simples na época que comecei esse blog. Ensino Médio e tal. Já faz bem uns 8 anos que resolvi criar isso aqui... nunca foi lá essas coisas. Mas rendeu bons momentos, bons insights. Isso parece soar como uma despedida. Haha. Não é. Ainda vou continuar escrevendo aqui. Esperem pelo aniversário de 10 anos. Espero estar em Brasília quando isso acontecer. Sair pra encher a cara com as pessoas certas e relembrar tempos da nossa blogosfera. É. Eu gostaria disso.
"E como anda a sua vida?" É uma pergunta que alguém poderia me fazer. Acho que a resposta é a mesma desde que tinha 16 anos: Eu não faço a mínima ideia do que eu tô fazendo aqui. E sabe... nem quero mais saber. Acho que desisti de encontrar um sentido para a existência da vida e do universo. É uma questão que me atormentou seriamente durante um certo período. Volta e meia ainda penso na morte. E quem não pensa? O que é morrer? É deixar de existir? É o vazio e o nada eterno? É quando nos tornamos Um com o Universo. Ou não. De qualquer forma, é perda de tempo (e de sanidade) se questionar demais quanto a isso. Merda, a vida pode ser maravilhosa em muitos sentidos. Não é justa. Não é bonita, não o tempo todo. Mas é o que tem pra hoje.
"Disconnect and self-destruct
One Bullet at a time
What's your rush now?
Everyone will have their day to die..."
Eu definitivamente já fui muito auto-destrutivo na minha vida. É uma atitude egoísta. Encher o cu de maconha e acreditar que sou Deus. Não foi o meu melhor momento. Mas a gente vai aprendendo com essas merdas. Vai amadurecendo de tanto se foder. Ou você morre jovem e prepotente ou fica velho e medroso. "O problema da velhice é que ela logo chega" palavras do meu avô. O tempo de uma vida humana é mesmo insignificante... mas é o suficiente pra aprender uns macetes. No meio da minha viagem, quando eu acreditei ter encontrado "o sentido da vida" minha conclusão foi essa: Estamos aqui para amar e aprender. Vai dizer que eu estava errado? Eu tava em outro mundo. Preso e perdido dentro de mim mesmo. Mas algumas loucuras têm seus momentos de lucidez. Mas porque que eu tô falando nisso, mesmo? Ah... estávamos falando sobre a vida e a morte, essas coisas. Minha conclusão é essa: Eu não sei porque existimos, mas já que estamos aqui... vamos tentar tirar o melhor proveito da porra toda.
Vamos ver... o que mais? Depois de ficar todo filosófico é difícil falar de qualquer outra besteira. Eu poderia tomar uma cerveja agora. Eu poderia beijar alguém. Eu gostaria, na verdade, de sair pra encontrar aquela garota do Tinder. Mas ando muito inseguro. Eu sempre fui inseguro. Talvez eu devesse mandar tudo à merda e meter a cara na rua.
Bom... esse texto já tá se estendendo demais. Já não tenho muita coisa pra falar, já estou soando como um idiota. Melhor parar....
Se alguém ler isso, faça-me um favor: Comente. Seria legal ter alguma interação com algum leitor desgarrado que por acaso resolveu revisitar isso aqui.
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4 comentários:
Eu poderia fingir que não li isso e não comentar (como faço há algum tempo). Mas não pude resistir ao pedido ao fim do texto. Só pra dizer que gostei do que li, como sempre. Mas é boa essa sua fase mais "leve", que até transpareceu na forma como as palavras foram escolhidas. Espero que não seja ruim essa "invasão familiar". É mais pra ser um incentivo. Continue escrevendo, brother! Gosto de ler o que você escreve, e adoraria ler mais, muito mais disso e com mais frequência. E bote a cara na rua! Why not? A vida às vezes precisa de riscos...
To sempre aqui dave, lendo e relendo. Tem altas coisas que aproveito pra minha vida nesse blog. Vou abrir o blog e vamos retomar essa blogosfera, e vai ser muito irado.
Definitivamente ponha a cara na rua, acho que você tá precisando de coisas novas na sua vida. Nostalgia é bom, mas não basta.
Eu passei um bom tempo perdido nessa onda de encontrar um sentido pras coisas, mas sabe... "Porque eu tô aqui?". Pra tomar uma cerveja com meus amigos e curtir as pequenas coisas que me dão prazer. Já tá bom demais. E espero voltar a fazer isso contigo logo!
Sei lá, não imagino que a auto-destruição seja tão egoísta assim. Às vezes é algo que, por algum motivo, você precisa naquele momento, e é legal aceitar isso também. A gente não precisa ser um fucking herói o tempo inteiro. Mas também ter consciência de que é um momento, e nem todos eles precisam ser assim. Talvez eu fosse um jovem medroso e morra um velho prepotente mesmo. Hahahaha
Nunca pare de escrever, bro. O blog continua vivo, e seu público também.
Faço das palavras da May as minhas, no sentido de que também pensei que poderia simplesmente fingir que não li isso e não comentar, não porque eu não queira comentar ou dizer que continuo aqui, frequentando, apoiando e achando incríveis as coisas que leio neste blog há tantos anos, mas porque sempre que leio suas reflexões, letras e crônicas, eu nunca me sinto a altura pra comentar algo produtivo. Seus textos sempre me prendem, me pegam de jeito e me fazem ficar refletindo por horas a fio. E nunca acho que vou conseguir traduzir em palavras minha admiração. Mas quer saber? E daí se eu não conseguir, não é mesmo? A gente tenta, é o que tem pra hoje, como você mesmo disse.
O Título Definitivo (ou Mudei o Título) é um título definitivo na minha lista de leituras recorrentes. Fico feliz toda vez que digito o URL e vejo que o blog continua aqui. Essa faceta mais leve, de mais clareza, que você transparece neste texto aqui é muito bacana de se ver. Mas de fato, como o Rafa disse, acho que cada fase das nossas vidas, as ensolaradas e as obscuras, são importantes de alguma forma, e nos moldaram para ser quem somos hoje. E ser alguém hoje, seja quem for esse alguém, é sempre especial. Significa estar vivo para crescer, aprender, ficar feliz, tomar no cu, se reciclar. E continuar trazendo raios de luz pra vida das pessoas que se importam com a gente.
Acho que fiquei tão feliz de ver que você continua produzindo aqui no blog quanto de ver que o antigo público da gloriosa blogosfera continua alerta, discretamente visitando e aparecendo por aqui. Fazem meses que não falo diretamente com a May, por exemplo, mas ler um comentário dela aqui me aproximou dela e me fez sorrir um sorriso de pura saudade. Assim como foi te ver pelo Skype no outro sábado.
E vai na fé, cara, ponha a cara na rua, taca o foda-se pro que te impede, dê-se a liberdade de se arrepender de fazer isso. Inclusive porque provavelmente você não vai se arrepender. O pior que pode acontecer é você colecionar mais material para uma nova crônica para o blog. Que todos nós, os fantasmas furtivos que são seus fãs, vão ler e apreciar.
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