On my tombstone
I wrote a poem
Cut my wings now
And give me roots to stay
Here
Final hour
Is here at last
Blood and flowers
I'm laid to rest
...
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Dizem que hoje o mundo vai acabar.
E mais uma vez,
Dizem que hoje o mundo vai acabar.
No fundo da minha mente, bem que eu desejo que isso fosse verdade. Viver é um trabalho árduo.
Nascer, crescer, estudar, se formar, trabalhar, se apaixonar, constituir família, trabalhar ainda mais, se aposentar, morrer. E no meio tempo, cuidar para continuar com a sua sanidade. Existir enquanto humano não me parece ter muito sentido. Bem que eu queria uma grande catástrofe, que abalasse os alicerces da sociedade de tal forma, que nunca mais eu precisasse me preocupar em "ser produtivo".
Covardia a minha. Sim. Covardia de alguém que não tem nenhuma perspectiva de vida, mas morre de medo da morte. Esse sou eu. Bem que eu queria que os teóricos do apocalipse estivessem certos. Um fim, seja ele rápido ou lento, seria algo definitivo. Não aguento mais viver essa vida sem rumo, sem aspirações, objetivos. Uma vida inútil de ficar se escondendo pelos cantos. Deito na cama e fico esperando que o tempo passe. Se eu tivesse que viver em uma situação de extremos, talvez a vida tivesse mais sentido. Imagine um mundo pós-apocalíptico: Escassez de comida. "O que vou ter para o jantar hoje? Acho que vou ter que saquear o super-mercado mais próximo de novo." Pensando melhor, acho que eu não sobreviveria nem uma semana em um mundo assim. Talvez fosse melhor esperar que os Cristãos estivessem certos o tempo todo. Que o fim do mundo se daria exatamente como foi escrito no livro do Apocalipse. Quer dizer, eu nunca fui uma pessoa exatamente má. Talvez eu fosse arrebatado para o paraíso em um processo rápido, fácil e indolor. Ou talvez não. Minha falta de amor-próprio talvez seja o pior dos pecados...
No fim das contas, hoje vai ser um dia como qualquer outro. Não haverá terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis, chuva de meteoros, portais do inferno se abrindo, buracos negros criados pelo acelerador de partículas do CERN. Nada. E eu vou ter que aguentar todo o peso de alguém que não sabe o que fazer com a própria vida. Bom. Chega de mimimi. Vou lá almoçar e tentar viver tranquilamente. Apesar de tudo.
Dizem que hoje o mundo vai acabar.
No fundo da minha mente, bem que eu desejo que isso fosse verdade. Viver é um trabalho árduo.
Nascer, crescer, estudar, se formar, trabalhar, se apaixonar, constituir família, trabalhar ainda mais, se aposentar, morrer. E no meio tempo, cuidar para continuar com a sua sanidade. Existir enquanto humano não me parece ter muito sentido. Bem que eu queria uma grande catástrofe, que abalasse os alicerces da sociedade de tal forma, que nunca mais eu precisasse me preocupar em "ser produtivo".
Covardia a minha. Sim. Covardia de alguém que não tem nenhuma perspectiva de vida, mas morre de medo da morte. Esse sou eu. Bem que eu queria que os teóricos do apocalipse estivessem certos. Um fim, seja ele rápido ou lento, seria algo definitivo. Não aguento mais viver essa vida sem rumo, sem aspirações, objetivos. Uma vida inútil de ficar se escondendo pelos cantos. Deito na cama e fico esperando que o tempo passe. Se eu tivesse que viver em uma situação de extremos, talvez a vida tivesse mais sentido. Imagine um mundo pós-apocalíptico: Escassez de comida. "O que vou ter para o jantar hoje? Acho que vou ter que saquear o super-mercado mais próximo de novo." Pensando melhor, acho que eu não sobreviveria nem uma semana em um mundo assim. Talvez fosse melhor esperar que os Cristãos estivessem certos o tempo todo. Que o fim do mundo se daria exatamente como foi escrito no livro do Apocalipse. Quer dizer, eu nunca fui uma pessoa exatamente má. Talvez eu fosse arrebatado para o paraíso em um processo rápido, fácil e indolor. Ou talvez não. Minha falta de amor-próprio talvez seja o pior dos pecados...
No fim das contas, hoje vai ser um dia como qualquer outro. Não haverá terremotos, erupções vulcânicas, tsunamis, chuva de meteoros, portais do inferno se abrindo, buracos negros criados pelo acelerador de partículas do CERN. Nada. E eu vou ter que aguentar todo o peso de alguém que não sabe o que fazer com a própria vida. Bom. Chega de mimimi. Vou lá almoçar e tentar viver tranquilamente. Apesar de tudo.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
About Time
We're all made of sand
From cosmic dust
Millions of ages have gone
Since consciousness have grown into this
A mortal life that passes by swiftly
But Time
Time will never end
It feels like Led
Is pumping down my chest
Inexorability of everything
So heavy
How long will it take
Until I learn how to live?
It feels so strange to tell you here and now
All of this
And Time
Time will never end.
From cosmic dust
Millions of ages have gone
Since consciousness have grown into this
A mortal life that passes by swiftly
But Time
Time will never end
It feels like Led
Is pumping down my chest
Inexorability of everything
So heavy
How long will it take
Until I learn how to live?
It feels so strange to tell you here and now
All of this
And Time
Time will never end.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Qual o sentido de isso tudo?
A existência é apenas um breve absurdo. Quanto mais eu tento buscar respostas, mais eu me perco dentro das minhas reticências... Afinal, acho que não fomos feitos pra entender a plenitude das coisas. É impossível entender o todo, então, devemos buscar entender a nos mesmos.
É preciso amar a si mesmo, acima de tudo. É amando a si mesmo que aprendemos a amar o próximo. É confiando em si mesmo que encontramos sentido para a vida. Passamos a vida inteira tendo que fazer escolhas, e todas essas escolhas podem ser resumidas em uma: Escolhemos entre o amor e o medo. Todas as nossas emoções variam do amor e do medo. Temer é estar paralisado, enquando amar é se jogar de cabeça.
Agora eu entendo que passei a maior parte da minha vida temendo. Deixo o medo me guiar todos os dias. O pior de tudo é que eu não sei nem mesmo explicar esse medo. Não sei ao certo sua origem, não sei bem do que tenho medo. Medo da morte. Do vazio. Medo da incessante inconstância de tudo. Estou em um estado de crise existêncial permanente.
De um tempo para cá, tomei consciência da minha mortalidade. Comecei a realmente entender que estou aqui só de passagem. O tempo é a coisa mais preciosa que existe, pois é algo insubstituível...
Tudo isso que foi escrito até agora é um grande clichê, pois ja foi dito de várias maneiras por milhares de vozes durante toda a história da existência humana. Mas o grande diferencial é que agora eu sinto tudo isso na pele. É muito difícil colocar tudo isso em palavras, ainda que seja um assunto batido. Acho que, basicamente, eu não confio em mim mesmo. Em algum momento da minha vida eu decidi que sou algo desprezível. Essa auto-depreciação tomou conta de mim e agora nada faz sentido. "Pra que mudar, se um dia vou morrer e nunca mais irei existir?", "Para que buscar uma vida boa e feliz, se um dia tudo acaba?" É esse tipo de pensamento que me assombra todos os dias.
Dizem que a hora mais escura é justamente antes do alvorecer. Espero que esses dias sombrios sejam apenas uma fase.
É preciso amar a si mesmo, acima de tudo. É amando a si mesmo que aprendemos a amar o próximo. É confiando em si mesmo que encontramos sentido para a vida. Passamos a vida inteira tendo que fazer escolhas, e todas essas escolhas podem ser resumidas em uma: Escolhemos entre o amor e o medo. Todas as nossas emoções variam do amor e do medo. Temer é estar paralisado, enquando amar é se jogar de cabeça.
Agora eu entendo que passei a maior parte da minha vida temendo. Deixo o medo me guiar todos os dias. O pior de tudo é que eu não sei nem mesmo explicar esse medo. Não sei ao certo sua origem, não sei bem do que tenho medo. Medo da morte. Do vazio. Medo da incessante inconstância de tudo. Estou em um estado de crise existêncial permanente.
De um tempo para cá, tomei consciência da minha mortalidade. Comecei a realmente entender que estou aqui só de passagem. O tempo é a coisa mais preciosa que existe, pois é algo insubstituível...
Tudo isso que foi escrito até agora é um grande clichê, pois ja foi dito de várias maneiras por milhares de vozes durante toda a história da existência humana. Mas o grande diferencial é que agora eu sinto tudo isso na pele. É muito difícil colocar tudo isso em palavras, ainda que seja um assunto batido. Acho que, basicamente, eu não confio em mim mesmo. Em algum momento da minha vida eu decidi que sou algo desprezível. Essa auto-depreciação tomou conta de mim e agora nada faz sentido. "Pra que mudar, se um dia vou morrer e nunca mais irei existir?", "Para que buscar uma vida boa e feliz, se um dia tudo acaba?" É esse tipo de pensamento que me assombra todos os dias.
Dizem que a hora mais escura é justamente antes do alvorecer. Espero que esses dias sombrios sejam apenas uma fase.
Assinar:
Comentários (Atom)
