quarta-feira, 19 de novembro de 2014

É o fim?

Estou cogitando deletar este blog. É tempo de virar a página. Há muita coisa aqui que guardo dentro de mim. Muita coisa negativa. Quero me libertar de certas amarras que criei para mim mesmo, e muitas delas estão expressas aqui em poemas, prosas. o que seja.

Sei que meus leitores não estão mais aqui, no entanto, ainda sinto vontade de me comunicar com algo. Como sempre tive ao redigir qualquer coisa aqui

Bom. Vou reler algumas coisas e pensar no assunto. Se alguem leu isso, comente. Ou não. Tanto faz.

(eu preciso parar com essa atitude de "tanto faz")

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Depois do surto


Um dia de cada vez...

Um lento processo de auto conhecimento. Encaro o vazio que carrego e sinto-me à beira da insanidade. Somos algo além de organismos com uma  consciência acidental?  Somos seres espirituais tendo uma experiência carnal? Será que isso realmente importa?

É preciso encontrar um sentido, algo que nos faça levantar pela manhã e pensar "que bom, mais um dia". "Que droga, outro dia" é o que penso na maior parte das vezes. Enquanto isso, os anos voam.
o futurista ano de 2010 foi há 4 anos atrás. 4 anos. Uma criança já sabe falar, pular, brincar e ser mais esperta do que você com 4 anos. Essa transitoriedade incessante de tudo me desconcerta.

Tenho tido dificuldades pra dormir. Sonhos estranhos. Vejo olhos me encarando e acordo de súbito. Sinto que mexi uma perna, ou um braço, mas foi apenas um sonho. Tenho espasmos reais e acordo inquieto. Sinto medo. Medo de coisas que não entendo. "E se os anos de abuso me fizeram desenvolver uma disfunção no cérebro?"    Penso em todas as oportunidades que estou perdendo enquanto tento dormir nesse quarto semi-escuro.

"Então eu não venho mais também." Ela me disse por sms. Tínhamos combinado de nos encontrar na faculdade, mas eu tive uma crise de panico durante a noite e não dormi nada. fiquei em casa. Talvez seja melhor assim. Eu não estou bem, não estou nada bem, apesar de sentir um certo conforto escrevendo. De qualquer forma, me sinto um merda. Mais uma oportunidade perdida. Talvez eu tenha aversão à felicidade que, dizem, só é verdadeira quando compartilhada. Sempre quis ficar sozinho. Sinto luxúria, desejo, como qualquer um... Mas na maior parte do tempo, ficar sozinho é o suficiente. Mas até onde isso vai funcionar? É um lento processo de auto conhecimento e as coisas estão mudando. Preciso parar de "querer ser" e simplesmente alcançar os objetivos. Preciso ser menos acomodado, mais curioso, mais pró-ativo.

Palavra é vento. Vida é sonho. Ação é a única realidade.

Hora de sair da inércia.



Não sei se estou pronto.

domingo, 24 de agosto de 2014

Gaia

Às vezes penso que
preciso de sexo
Quando, na verdade,
Só preciso de água

O Ermitão que mora
em minha mente
Não faz a barba
há séculos

Enquanto isso, tento aprender
Com os delírios de um idoso
perdido

Largado às traças
e restos de
natureza

O Druida da Visão Verde
não vai há lugar algum
exceto aqui.
Só temos aqui.
Nada mais.

Amar é um Estado de Harmonia
com o todo.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Aventura em Calradia

Se vocês ainda têm curiosidade de continuar lendo aquela historieta medieval que eu tava escrevendo, no link a seguir há um novo capítulo e todos os outros será postados exclusivamente nesse site:

http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-games-mount-blade-a-revolucao-vermelha-de-calradia-970797/capitulo2

Copia e cola ae, faz favor!

domingo, 6 de julho de 2014

Contos Estranhos - A Ressurreição

(a estória abaixo foi baseada na ideia para um curta-metragem desenvolvida pelo roteirista e cineasta Rafael Ramos, de Brasília - DF, no inverno de 2014)



Só Lixo



Tá tendo uma exposição a céu aberto do lado do Museu da República. Um cidadão pára abismado em frente a um caixote de madeira, completamente isolado do resto da exposição. Um daqueles de carregar fruta na feira. Já todo surrado, a madeira toda seca e quebradiça. Ele para e observa o desenho das sombras do caixote no chão da cidade. Ele não consegue entender o significado daquela peça.  Até que chega um Fanfarrão e começa a dar opinião. "Pois é. Já aqui o artista quis traduzir o peso leveconsciente dos monumentos arquitetônicos da cidade. Pois se o ser humando se capturasse no ponto de vista de uma formiga, este caixote seria como o próprio Museu. Isolado no meio de um deserto de planos."
Chega uma Lixeira e joga o caixote em um cestão de lixo com o logo distrital.
O Fanfarrão fica olhando pro lixo com cara de cu.
Algumas Pessoas que ouviam interessadas todas as opiniões que o Fanfarrão proferiu sobre cada peça da exposição começam a rir de desprezo.
O Cidadão intervem: "Vocês não vêem? O Artista quis dizer que a Instalação é a própria Cidade. Deliberadamente abandonando a peça de pouco valor aparente em um local afastado do resto, ele entregou-a à sua própria sorte no nosso meio Urbano!"
As Pessoas começam a olhar para o lixo abismadas e fazer comentários interessados.
O Artista, notando sua exposição esvaziada, se aproxima de um aglomerado de pessoas admirando o lixo.
"O que tá acontecendo minha gente?"
"Sérgio Bandeira, senhoras e senhores!" Aplausos e assobios rugem da multidão e todos querem congratular o genial artista.
"Sérgio, serginho..." recomeça o Fanfarrão "Estávamos todos aqui absolutamente ABISMADOS com a genialidade da percepção que tens em relação ao valor artístico que nossa cidade enquanto espaço físico inspira!"
"Como?"
"Veja bem, aquele caixote.... para todos nós era só um caixote não é? Assim como lixo, ora, lixo sempre vai ser apenas LIXO, MAS, para você! Haha... você não...
"Pera, peraí..... Esse lixo não é parte da exposição!"
"Mas como não, Sérgio?
...
"É SÓ LIXO PORRA!"


Mudas, as pessoas encaram o artista. Nenhuma delas tem um reação imediata. Lentamente, o Fanfarrão começa a bater palmas. Elas começam poucas e graves mas logo irrompem em uma chachoeira de prestígio. Todos o admiram. Como era sincero este artista.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

inteligência, cultura e evolução.

Um dos maiores suportes para as crenças religiosas é a existência de uma alma, algo que explique nossa consciência superior e também, de alguma forma, a diferença fundamental entre nós e demais animais: a chamada inteligência. A Antropologia nos diz que o desenvolvimento cultural está interligado com a evolução biológica. Um depende do outro e não avançam se não estiverem na mesma página, pode-se dizer. Tomemos por teoria então, que todo ser do Reino Animalia se comporte de acordo com diferentes níveis de fatores culturais e biológicos. Por exemplo, as abelhas. Seus instintos são fundamentais, mas é possível reconhecer uma estrutura social muito bem definida que, dadas certas condições, pode-se desenvolver em uma forma de cultura. A Humanidade é singular pois conseguiu se dispersar pelo planeta e sobreviver a diferentes adversidades em pouquíssimo tempo. Talvez, se as abelhas conseguissem passar pelas mais diversas adversidades em tão pouco tempo, elas seriam um pouco mais espertas do que são agora.

Concluo que a inteligência humana não é algo de outro mundo e é simplesmente reflexo do acaso da evoluçao. Pessoas mais espirituais discordarão, sim. Mas eu curto um espiritualismo também, refutai-me. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

criminalidade

A pobreza não é e nunca foi desculpa para a criminalidade. Acontece que a criminalidade é real. E a realidade não trabalha com desculpas ou moralismos, mas só com o que acontece de fato. Pessoas pobres se tornam para o crime com mais facilidade. Isso é fato. É certo, ou errado? É justificável ou compreensível? Não importa. O que importa é que acontece. Qual vai ser sua reação? Reclamar pra Jesus ou pensar em soluções?

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Hey guys

I know it's been SO long but
Life's a dream, so just try to have a good trip. ok?