terça-feira, 22 de março de 2011

Angles - Resenha



Esta resenha está sujeita à mudanças.




Bom, vamos começar, primeiramente vou colocar as minhas primeiras impressões de cada faixa e depois, simples considerações finais.
Aí Vai:


01 - Machu Picchu: uau, que porra é essa? Influências
da carreira solo do casablancas, suponho? Um troço
meio industrial-rock-eletrônico, sei lá. Mas até
que o refrão é legalzinho. Diferente de tudo
que eles já fizeram até então, com certeza.

02 - Under Cover of Darkness: O que dizer dessa música?
Já é uma das minhas preferidas deles. As guitarras
dobradas no riff de introdução são coisa fina, além
de fazer um ótimo trabalho de sincronia durante o
resto da música, afinal, esse sempre foi o ponto
forte deles. E solinho característico do Nick, só
pra garantir que essa música seja um clássico.

03 - Two Kinds of Happiness: Joy Division depois de
alguns anti-depressivos, essa foi a minha primeira
impressão. A sonoridade não é nem um pouco "garage".

04 - You're so right: Mais uma com sonoridade introspectiva.
Pra ser sincero não era esse tipo de coisa que eu queria ouvir.

05 - Taken for a Fool: Lá vamos nós de novo. Bateria eletrônica?
Nah, só soa parecido. Mas pelo jeito eles tão seguindo a tendencia
de algumas músicas do First Impressions.

06 - Games: Sintetizadores. Eu deveria ter esperado por isso, mas poxa,
minha empolgação de ouvir algo suavemente parecido com o strokes de
antes não me permitiu. Sinceramente, enquanto escrevo isso torço
pra próxima música ter pelo menos alguma dose do bom e velho
rock 'n' roll.


07 - Call me Back: Baladinha de guitarra e panz... A voz cambaleante
do Julian ao fundo. Teclados e tal. Bonitinho, bonitinho. Me lembra
I've got nothing to say. A única diferença é que I've got nothing
to say é bem melhor. Não gostei da parte que o ritmo "quebra".


08 -Gratisfaction: Legal! Uma faixa que poderia muito bem estar na
primeira metade do First Impressions of Earth. Guitarrinhas misturando
o "cool" com o "Laid back", se é que isso faz algum sentido.


09 - Metabolism: Esquisita. Que nem quase todas as outras músicas.
Só que mais um pouco ainda.

10 - Life is Simple in the Moonlight: Arpejos cristalinos. Julian cantando
calminho de novo. Refrão legalzinho. Boa música pra encerrar um cd... seja
lá o que eu quis dizer com isso.




Conclusões finais: Quando terminei de ouvir Angles, a primeira coisa que
fiz foi ouvir o Is This It. Foi uma maneira de acariciar meu
subconcsciente e dizer "calma, calma, tudo está bem."

À primeira impressão, Under Cover of Darkness é a única música que merece
atenção em um repertório de dez. Isso é triste. Mas, pode ser que Angles
seja um daqueles discos que precisam ser ouvidos muito mais de uma vez.
Um daqueles que você precisa dar várias chances pra começar a gostar
realmente. Eu espero que eu esteja certo sobre isso mas, sinceramente, não
era isso que eu esperava do CD novo dos Strokes. Eu esperava ouvir coisas
novas sim, mas queria músicas que cativassem à primeira vista como, sei lá
The Modern Age. Eu posso estar sendo um completo idiota por esperar que
eles soassem igual ao Strokes de dez anos atrás, se Julian Casablancas
lesse isso provavelmente diria que eu não saquei nada sobre o novo cd e
eu sou um imbecil e que toda vez que ele ouve besteiras como essa precisa
beber pra esquecer. Afinal, "Everybody's singing the same song for ten years", como ele mesmo disse em Under cover of Darkness, em uma provável referência aos desmiolados que só ouvem Last Nite e Reptillia. Mas piadinhas à parte, Angles me decepcionou. Fico muito desapontado em ter que admitir isso, mas estou muito mais feliz ouvindo Soma e
Barely Legal aqui do que qualquer uma do novo cd (exceto talvez Under Cover Of Darkness,
que é genial). Mas só pra deixar claro, eu não quero que eles soem exatamente
como dez anos atrás.

Pra mim seria ideal que Strokes fizesse músicas
que cativassem pelo "menos é mais" como antes, mas sem suprimir essa
sonoridade nova que estão TENTANDO adquirir, e que, na minha desprezível
opinião, ainda não conseguiram com muito êxito.


Mas por favor não desistam, caras! Ainda quero ouvir um disco que me
marque tanto quanto o Room On Fire me marcou na época, por outros
motivos, obviamente, mas pelo mesmo fator: É Strokes, cara.

Someday, oh, someday...








Bom, essa resenha é uma merda, mas veio de alguem que sinceramente gosta de Strokes. Talvez queira dizer alguma coisa.

CD novo dos Strokes

Hoje seria o lançamento oficial do novo cd dos Strokes, se não me engano.

São coisas como essas que ainda me fazer continuar a ter fé no cenário musical atual. Eu ainda não ouvi o Angles, o novo álbum do grupo nova-iorquino que conseguiu se tornar uma das melhores bandas do mundo sem pedir nada em troca. Na minha opinião, claro.

Se alguém se interessar, deveria ver o clipe de Under Cover of Darkness, o primeiro single do disco:

http://www.youtube.com/watch?v=_l09H-3zzgA


Assim que ouvir o tal Angles, vou escrever uma resenha dele aqui no blog. Obviamente, eu posso muito bem ter feito essa promessa só pra ter a chance de quebrá-la, como de costume. But who cares, man!?