domingo, 25 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Direto do caderno

Como uma banda que pega um monte de restos de estúdio e lança um CD, só pra ganhar dinheiro, vim aqui postar alguns desses versos. Atuais, antigos, incompletos, tanto faz.... estavam quase que esquecidos.


A grande diferença é que eu não ganho nenhum $$$ com isso

ê....




I

Eu não sei o que querem
As mulheres
Nem corro atrás disso, não gasto energia com isso
Abro mais uma cerveja,
E estou acima da porra toda

É assim que funciona comigo:
A ignorância é uma bênção,
E ser ignorante é se sentir seguro

Alguma hora, vou notar a armadilha
Que estou armando pra mim mesmo
E lutar pra me desalienar
Mas até lá, vai parecer perda de tempo
Eu vejo as pessoas fazendo
muitas coisas idiotas, tentando parecer naturais
e eu não quero ser naturalmente idiota,
Já que ser um ignorante seguro tem funcionado bem

Se todos são imperfeitos, é assim que eu escolho ser.

(o grande erro nesse racionío é que se sentir seguro pela ignorância é naturalmente, uma idiotice.)



II

Queimando as páginas
De um livro sagrado
O jeito mais rápido
De chegar no inferno

Cruzando o deserto
Ele não se importa
Redentor,
Sua alma está torta.




III

Acordando aos poucos
No mundo real
E de novo eu
Não queria me levantar

Entrando outra vez
Nessa vida crua
Debaixo da pele
Que quer me expulsar

Segui meus passos
Andando por aí
Eu só queria me divertir

Me sento à mesa
Deixo tudo pra trás
Por mais um gole
No meu copo, ou algo mais

Você me olha
Finge não entender
Eu digo, "não vou explicar
vai te fuder."



IV

Never care
About what 'been said before
Let me guess
What your voice will cast on me now

I tend to hide
Always in the same place
It's easy to find
The reason of my weakness

Between solutions
Every word turn out to be
A resolution
If you just listen to
The time that spins
Within the clocks that were set up
But we never been told
To be set up like this.

Oh, have we?



V

Estou sozinho
Não me importo
Carrego a cor dos teus olhos
E seu cheiro ousado

Ainda hoje
Eu percebi
Estava escrito no teu corpo
Tudo o que eu queria ouvir

Fazer sempre as mesmas coisas
Todos os dias
Me faz querer quebrar a rotina
Você por cima?

Vamos queimar os nossos corpos
Incendiar as nossas almas
Nos conhecer e entender que a vida
Não é mais que nós mesmos.



VI

Beer!
Makes me say Hooray!
Everyone who doesn't drink it
Is a fucking gay

Nothing agaisnt gay people
It's just an expression society makes me say
Well, nothing against gay people
Let's just drink together
And say "Hooray!"

Say hooray!
It's a party out there
Say hooray!
It's a party in here

Say hooray....

And let's get together drunk!



VII

Perdido dentro desse quarto
Já perdi a conta de quantas vezes
Me desapontei

"Desmotivado, sem perspectiva de futuro"
É assim que me descrevo num site de buscas

Me convenci de que não sou bom em nada
Mais um idiota de classe alta,
Brincando de depressão
Nem pra sofrer eu presto.

Dias sombrios, vocês são só uma fase,
certo?


VIII


Já passei
Dias pensando
"porque nada
vale a pena?"
Eu culpo você
Eu culpo o que for
E vivo de instantes

Me sinto covarde
Me sinto distante
E sinto que não
Vou mudar

"Porque mais que eu sonhe
Não vou ser aquele cara
Quando a página virar"

Eu ando lá fora
Tentando caçar
Idéias no vento
Mas só perco o meu tempo

Meu espírito não vai
Mudar de estado
Se a minha felicidade
Couber num baseado

Mais um tapa na cara
E talvez eu alcance o fundo
Não é com poemas
Que se muda o mundo

Dentro do meu quarto
Só as metades
De tudo que eu faço

Me ajude a explicar
Que eu quero você
E me ajude a entender
Porquê


IX

Isso tudo
Que eu faço
Não parece
Ter sentido

Automatizado insisto
Em viver sem um destino

Todos correm
Todos tentam
Nossas vidas
Controlar

Eu não faço nada "bom"
Por isso ando devagar

Todo dia
Acordo em coma
Rotina pura
De apatia

Outra dose desse Soma
Minha alma mais vazia

Calçadas tortas
Pelo álcool
Não parecem
Acabar

Tanto faz se estou exausto,
Derrotado eu chego lá

Estou preso outra vez
Num ciclo vicioso de estupidez
E é inutil esperar
Sonhando que você vem me "salvar"


X

Escrever versos nada criativos
Só pra passar o tempo
É como masturbação
Mas sem aquela
Melequeira toda
E sem metade
Da satisfação.




sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11/11/11

Hoje teoricamente está sendo uma data especial e cheia de simbolismos! Alguns acham que o mundo vai acabar antes da meia noite, outros dizem que alguma grande catástrofe vai acontecer, ou ainda que um portal de amor e prosperidade vai abrir em todos os corações vivos e iremos iniciar a marcha para um mundo melhor!

Mas, pessoalmente, eu ainda acho que a melhor coisa a se fazer é ir prum bar com as pessoas certas e tomar, no mínimo, onze cervejas.


Saúde!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Livro Descolado

Nao nao, eu quis dizer no literal, cara.

Fui levar o Bukowski para dar um passeio na praia, mas ficou claro que ele teria ficado muito melhor no quarto do hotel, enchendo a cara. Na volta, as janelas do carro estavam abertas, e eu ouvi as paginas descolando da capa. Deu para guardar tudo antes que alguma coisa voasse (eu acho!), mas se eu quiser terminar de ler Hollywood, vou ter que mandar restaurar ou algo assim. Nao posso arriscar perder paginas...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Best Liveversion Ever

Pra quem não se sente confortável com um monte de mulher gostosa botando pra foder na vizinhança, aí vai a melhor versão ao vivo que eu consegui encontrar de The Outsider da banda A Perfect Circle.


domingo, 31 de julho de 2011

Férias é pra essas coisas mesmo

Bukowski estava certo de que sua vida começara aos 65 anos, eu tenho 19 anos na cara e uma guitarra Fender Telecaster no meu quarto. Acho que vou tirar umas músicas dos Doors, do Jimi Hendrix, ou aprender a tocar o Blood Sugar Sex Magik inteiro se preciso.

sábado, 30 de julho de 2011

Neste exato momento...

Estou fugindo do Dilúvio
Na minha Harley-Davidson
No meu side cart
está a Rainha de Atlantis
Estamos tendo um caso.

Estamos fugindo
Da chuva infinita
Estamos indo buscar abrigo
No lar dos espíritos.

Escrevo esses versos
Em homenagem a esta canção
Da Spirit Caravan:

A conclusão que eu tiro é

Façam o que quiserem com a música, classifiquem ela do jeito que achar melhor.
Mas não deixem o nome "Rock 'n' Roll" morrer. É ele que nos une.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Best Videoclip Ever




Disconnect and self-destruct, one bullet at a time. What's your rush now? Everyone will have their day to die!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Roda dos Sonhos

Cover de uma banda chamada Spirit Caravan. Música: Dreamwheel.



versão original:



Letra:

We only come to dream
We only come to sleep
It is not true, it is not true
That we come to live on Earth

Where are we to go from here?
We came here only to be born
As our home is beyond
Where the fleshless abide

Perchance does anyone really live on Earth?

The Earth is not forever
But just to remain for a short while
It is not true, it is not true
That we come to live on Earth

Where are we to go from here?
We came here only to be born
As our home is beyond
Where the fleshless abide

Perchance does anyone really live on Earth?

You got to dream & keep on rollin' [2x]

domingo, 5 de junho de 2011

Aforismo

Todas as pessoas merecem morrer
Do contrário, ninguém morreria
Seriamos todos imortais e inocentes, já que
a efemeridade da vida - o medo da morte -
nos deturpa.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mal-escrito e sem pretensão alguma.

Eram bem umas quatro da tarde e ele dormia atirado de qualquer jeito no colchão largado no chão. Acredite, àquela altura da semana o apartamento já estava mais bagunçado que os seus cabelos. Livros socados na estante empoeirada, garrafas verdes sobre a pequena mesa no centro do cômodo, uma caixa de pizza fazendo aniversário, uma garrafa de vodka pela metade, folhas e mais folhas de com qualquer merda desenhada ou escrita, um papel com um telefone anotado e uma caixa de remédios pra dor de cabeça. Tudo largado. Bem como as emoções.

A campainha tocou às 16:20, como combinado. Tudo que o cara não queria. Não queria levantar. Não hoje. Depois de enrolar um pouco, levantou e foi abrir a porta só de samba-canção e a camiseta branca, que vestia já pela segunda vez.

-“Oi” – O visitante saudou. – “Tava dormindo??”

- “Tava. Entra.”

O rapaz, que era mais alto, entrou no apartamento, tirou o bag da guitarra das costas e colocou o amplificador de lado.

- “Quer uma cerveja?” – Ele perguntou indo em direção à cozinha minúscula, onde era quase impossível fritar um ovo sem bater, sem querer, a bunda na geladeira de vez em quando.

- “Não, valeu.”

Sete goles depois, todos os cabos estavam ligados.

- “Então, sobre aquela música que eu te mostrei da última vez... Eu mudei ela toda. Tirei aquelas partes que você disse que tavam confusas.”

- “Não precisava tirar nada, só acho que precisava arranjar de outra forma.”

-“Mas ficou bom, ouve...”

- “É, ficou bem mais legal mesmo.”

- “Não é? E você? Alguma idéia que queira compartilhar?”

- “Ah, sei lá... – Deu o último gole da cerveja e colocou na mesa. – Tenho andado sem inspiração.”

- “Fácil de resolver. Só cala a boca e toca.”

Eles começaram a improvisar alguma coisa em Bb, mas o guitarrista solo parecia estar sem foco algum. Depois de dois minutos ele largou a guitarra de lado.

- “Foda-se. Não consigo tocar.”

- “Deixa disso.”

- “Deixa disso o caralho! Você não faz idéia de como é difícil passar por essa merda toda!”

-“Ei! Relaxa um pouco, valeu? Não dirigi até aqui pra agüentar seus ataques histéricos de novo!”

- “Ah, vai tomar no cu, cara! Você é o único que ainda insiste com essas bostas de músicas que nunca foram e nem vão pra lugar nenhum!”

- “Ok... Eu vou embora então. De vez.”

- “OBRIGADO SENHOR!” – Ele levantava as mãos abertas aos céus. Depois se trancou no banheiro e se pôs a cagar. Quando voltou, os cabos estavam todos desconectados e o guitarrista base pronto pra partir. Abriu a porta.

- “Ah.” – Virou-se, antes de sair. – “Só quero que você saiba que quando eu disse que nunca tinha aparecido no Gathering naquela noite, eu estava mentido.”

- “O que?”

- “É isso aí cara. Fui eu que comi a Débora.”

- Seu filho da puta!!

- É, achei que seria de boa dizer isso, já que agora nós...

Ele ia terminar a frase em grande estilo, mas uma garrafa verde se partiu na sua cara bem na hora. Caiu desmaiado no chão e só conseguiu morrer em paz quando o braço da Stratocaster se separou do corpo do instrumento. Quer dizer, a guitarra é que foi usada pra afundar o crânio, além do álcool excessivo e de muitas noites mal-dormidas. Meses depois se descobriu que alguns tarjas-pretas teriam evitado essa tragédia, mas ninguém se importou muito. O resto do mundo pouco se fodia pra um músico morto.

Mas quem realmente estava pouco se fodendo era o guitarrista solo, estatelado no meio da avenida.

terça-feira, 22 de março de 2011

Angles - Resenha



Esta resenha está sujeita à mudanças.




Bom, vamos começar, primeiramente vou colocar as minhas primeiras impressões de cada faixa e depois, simples considerações finais.
Aí Vai:


01 - Machu Picchu: uau, que porra é essa? Influências
da carreira solo do casablancas, suponho? Um troço
meio industrial-rock-eletrônico, sei lá. Mas até
que o refrão é legalzinho. Diferente de tudo
que eles já fizeram até então, com certeza.

02 - Under Cover of Darkness: O que dizer dessa música?
Já é uma das minhas preferidas deles. As guitarras
dobradas no riff de introdução são coisa fina, além
de fazer um ótimo trabalho de sincronia durante o
resto da música, afinal, esse sempre foi o ponto
forte deles. E solinho característico do Nick, só
pra garantir que essa música seja um clássico.

03 - Two Kinds of Happiness: Joy Division depois de
alguns anti-depressivos, essa foi a minha primeira
impressão. A sonoridade não é nem um pouco "garage".

04 - You're so right: Mais uma com sonoridade introspectiva.
Pra ser sincero não era esse tipo de coisa que eu queria ouvir.

05 - Taken for a Fool: Lá vamos nós de novo. Bateria eletrônica?
Nah, só soa parecido. Mas pelo jeito eles tão seguindo a tendencia
de algumas músicas do First Impressions.

06 - Games: Sintetizadores. Eu deveria ter esperado por isso, mas poxa,
minha empolgação de ouvir algo suavemente parecido com o strokes de
antes não me permitiu. Sinceramente, enquanto escrevo isso torço
pra próxima música ter pelo menos alguma dose do bom e velho
rock 'n' roll.


07 - Call me Back: Baladinha de guitarra e panz... A voz cambaleante
do Julian ao fundo. Teclados e tal. Bonitinho, bonitinho. Me lembra
I've got nothing to say. A única diferença é que I've got nothing
to say é bem melhor. Não gostei da parte que o ritmo "quebra".


08 -Gratisfaction: Legal! Uma faixa que poderia muito bem estar na
primeira metade do First Impressions of Earth. Guitarrinhas misturando
o "cool" com o "Laid back", se é que isso faz algum sentido.


09 - Metabolism: Esquisita. Que nem quase todas as outras músicas.
Só que mais um pouco ainda.

10 - Life is Simple in the Moonlight: Arpejos cristalinos. Julian cantando
calminho de novo. Refrão legalzinho. Boa música pra encerrar um cd... seja
lá o que eu quis dizer com isso.




Conclusões finais: Quando terminei de ouvir Angles, a primeira coisa que
fiz foi ouvir o Is This It. Foi uma maneira de acariciar meu
subconcsciente e dizer "calma, calma, tudo está bem."

À primeira impressão, Under Cover of Darkness é a única música que merece
atenção em um repertório de dez. Isso é triste. Mas, pode ser que Angles
seja um daqueles discos que precisam ser ouvidos muito mais de uma vez.
Um daqueles que você precisa dar várias chances pra começar a gostar
realmente. Eu espero que eu esteja certo sobre isso mas, sinceramente, não
era isso que eu esperava do CD novo dos Strokes. Eu esperava ouvir coisas
novas sim, mas queria músicas que cativassem à primeira vista como, sei lá
The Modern Age. Eu posso estar sendo um completo idiota por esperar que
eles soassem igual ao Strokes de dez anos atrás, se Julian Casablancas
lesse isso provavelmente diria que eu não saquei nada sobre o novo cd e
eu sou um imbecil e que toda vez que ele ouve besteiras como essa precisa
beber pra esquecer. Afinal, "Everybody's singing the same song for ten years", como ele mesmo disse em Under cover of Darkness, em uma provável referência aos desmiolados que só ouvem Last Nite e Reptillia. Mas piadinhas à parte, Angles me decepcionou. Fico muito desapontado em ter que admitir isso, mas estou muito mais feliz ouvindo Soma e
Barely Legal aqui do que qualquer uma do novo cd (exceto talvez Under Cover Of Darkness,
que é genial). Mas só pra deixar claro, eu não quero que eles soem exatamente
como dez anos atrás.

Pra mim seria ideal que Strokes fizesse músicas
que cativassem pelo "menos é mais" como antes, mas sem suprimir essa
sonoridade nova que estão TENTANDO adquirir, e que, na minha desprezível
opinião, ainda não conseguiram com muito êxito.


Mas por favor não desistam, caras! Ainda quero ouvir um disco que me
marque tanto quanto o Room On Fire me marcou na época, por outros
motivos, obviamente, mas pelo mesmo fator: É Strokes, cara.

Someday, oh, someday...








Bom, essa resenha é uma merda, mas veio de alguem que sinceramente gosta de Strokes. Talvez queira dizer alguma coisa.

CD novo dos Strokes

Hoje seria o lançamento oficial do novo cd dos Strokes, se não me engano.

São coisas como essas que ainda me fazer continuar a ter fé no cenário musical atual. Eu ainda não ouvi o Angles, o novo álbum do grupo nova-iorquino que conseguiu se tornar uma das melhores bandas do mundo sem pedir nada em troca. Na minha opinião, claro.

Se alguém se interessar, deveria ver o clipe de Under Cover of Darkness, o primeiro single do disco:

http://www.youtube.com/watch?v=_l09H-3zzgA


Assim que ouvir o tal Angles, vou escrever uma resenha dele aqui no blog. Obviamente, eu posso muito bem ter feito essa promessa só pra ter a chance de quebrá-la, como de costume. But who cares, man!?