
Esta resenha está sujeita à mudanças.
Bom, vamos começar, primeiramente vou colocar as minhas primeiras impressões de cada faixa e depois, simples considerações finais.
Aí Vai:
01 - Machu Picchu: uau, que porra é essa? Influências
da carreira solo do casablancas, suponho? Um troço
meio industrial-rock-eletrônico, sei lá. Mas até
que o refrão é legalzinho. Diferente de tudo
que eles já fizeram até então, com certeza.
da carreira solo do casablancas, suponho? Um troço
meio industrial-rock-eletrônico, sei lá. Mas até
que o refrão é legalzinho. Diferente de tudo
que eles já fizeram até então, com certeza.
02 - Under Cover of Darkness: O que dizer dessa música?
Já é uma das minhas preferidas deles. As guitarras
dobradas no riff de introdução são coisa fina, além
de fazer um ótimo trabalho de sincronia durante o
resto da música, afinal, esse sempre foi o ponto
forte deles. E solinho característico do Nick, só
pra garantir que essa música seja um clássico.
03 - Two Kinds of Happiness: Joy Division depois de
alguns anti-depressivos, essa foi a minha primeira
impressão. A sonoridade não é nem um pouco "garage".
04 - You're so right: Mais uma com sonoridade introspectiva.
Pra ser sincero não era esse tipo de coisa que eu queria ouvir.
05 - Taken for a Fool: Lá vamos nós de novo. Bateria eletrônica?
Nah, só soa parecido. Mas pelo jeito eles tão seguindo a tendencia
de algumas músicas do First Impressions.
06 - Games: Sintetizadores. Eu deveria ter esperado por isso, mas poxa,
minha empolgação de ouvir algo suavemente parecido com o strokes de
antes não me permitiu. Sinceramente, enquanto escrevo isso torço
pra próxima música ter pelo menos alguma dose do bom e velho
rock 'n' roll.
07 - Call me Back: Baladinha de guitarra e panz... A voz cambaleante
do Julian ao fundo. Teclados e tal. Bonitinho, bonitinho. Me lembra
I've got nothing to say. A única diferença é que I've got nothing
to say é bem melhor. Não gostei da parte que o ritmo "quebra".
08 -Gratisfaction: Legal! Uma faixa que poderia muito bem estar na
primeira metade do First Impressions of Earth. Guitarrinhas misturando
o "cool" com o "Laid back", se é que isso faz algum sentido.
09 - Metabolism: Esquisita. Que nem quase todas as outras músicas.
Só que mais um pouco ainda.
10 - Life is Simple in the Moonlight: Arpejos cristalinos. Julian cantando
calminho de novo. Refrão legalzinho. Boa música pra encerrar um cd... seja
lá o que eu quis dizer com isso.
Conclusões finais: Quando terminei de ouvir Angles, a primeira coisa que
fiz foi ouvir o Is This It. Foi uma maneira de acariciar meu
subconcsciente e dizer "calma, calma, tudo está bem."
À primeira impressão, Under Cover of Darkness é a única música que merece
atenção em um repertório de dez. Isso é triste. Mas, pode ser que Angles
seja um daqueles discos que precisam ser ouvidos muito mais de uma vez.
Um daqueles que você precisa dar várias chances pra começar a gostar
realmente. Eu espero que eu esteja certo sobre isso mas, sinceramente, não
era isso que eu esperava do CD novo dos Strokes. Eu esperava ouvir coisas
novas sim, mas queria músicas que cativassem à primeira vista como, sei lá
The Modern Age. Eu posso estar sendo um completo idiota por esperar que
eles soassem igual ao Strokes de dez anos atrás, se Julian Casablancas
lesse isso provavelmente diria que eu não saquei nada sobre o novo cd e
eu sou um imbecil e que toda vez que ele ouve besteiras como essa precisa
beber pra esquecer. Afinal, "Everybody's singing the same song for ten years", como ele mesmo disse em Under cover of Darkness, em uma provável referência aos desmiolados que só ouvem Last Nite e Reptillia. Mas piadinhas à parte, Angles me decepcionou. Fico muito desapontado em ter que admitir isso, mas estou muito mais feliz ouvindo Soma e
Barely Legal aqui do que qualquer uma do novo cd (exceto talvez Under Cover Of Darkness,
que é genial). Mas só pra deixar claro, eu não quero que eles soem exatamente
como dez anos atrás.
Pra mim seria ideal que Strokes fizesse músicas
que cativassem pelo "menos é mais" como antes, mas sem suprimir essa
sonoridade nova que estão TENTANDO adquirir, e que, na minha desprezível
opinião, ainda não conseguiram com muito êxito.
Mas por favor não desistam, caras! Ainda quero ouvir um disco que me
marque tanto quanto o Room On Fire me marcou na época, por outros
motivos, obviamente, mas pelo mesmo fator: É Strokes, cara.
Someday, oh, someday...
Bom, essa resenha é uma merda, mas veio de alguem que sinceramente gosta de Strokes. Talvez queira dizer alguma coisa.

9 comentários:
Agora fiquei com vontade de ouvir essa coisa
Conheço muito pouco The Strokes, mas eu gostava desse pouco, lá na sétima série
Maaas, não gostei dessa Under Cover of Darkness. Harmonia e ritmo meio enjoadinhos..algo assim
Quero ouvir o resto
A resenha ta bem maneira,
sempre fico puto com quem faz críticas amadoras, a maioria gasta mó energia tentando ser engraçado enquanto xinga a banda de mil maneiras,
Mas voce claramente conheçe a banda e sabe do que ta falando, tudo bem explicado
Boa, Dave
Eu mesmo conheço muito pouco a banda. Devo ser como uma dessas pessoas que você falou na resenha, que só ouve músicas de 10 anos atrás, porque os únicos nomes que me vêm à mente são "New York City Cops" e, de fato, "Reptilia".
Mas pretendo ouvir essas músicas, em especial a que tu disse achar a melhor, graças à essa minha onda agora de catar discografias alheias.
Foi uma resenha muito bem feita, porque, pelo que deu pra perceber, você deu o recado sem ser parcial ou imparcial demais. Acho que é assim que deve ser. Afinal de contas, é a resenha "do Dave", não a resenha "do mundo". Suas impressões pessoais obviamente devem contar.
Namastê
A música sofreu mais ação do tempo que o visual deles, mas pesquisando a respeito do novo cd descobri que a banda havia se encontrado várias vezes após o ''first impressions'' para decidir o futuro da banda e todos concordaram em tentar um movimento meio pós punk com uma mistura de ''música do futuro'', o resultado é esse som meio...experimental.
Em meados de 2010 Julian disse à Rolling Stone que os Strokes estavam sobre a tutela de Joe Chicarelli na gravação de Angles, poucos meses depois porém, diria à mesma que ele e sua banda estavam frustrados com as idéias de Joe, afirmando que ele estava forçando estilos e temas, sem contar várias brigas no estúdio de desentedimentos.
A única música ficou no Angles dessa união entre Joe e the Strokes foi a música ''Life is simple in the moonlight'' que parece algo bizarro entre Arctic monkeys em depressão com o início da carreira do Nirvana.
O que aconteceu com o estilo ''City life in New York'' dos Strokes? Under Cover of Darkness ainda nos lembra o velho Strokes com riffs e um solo estilo deles, mas as outras músicas, se não fosse pela voz inconfundível do Julian, não diria e é a mesma banda. Novo CD ja está à caminho para este ano, espero que seja melhor.
lol pra comentar a sua resenha, o augusto mandou uma resenha propria
Eu gostei da resenha dele :D
Eu...eu sou sinistro
caramba dave, seu blog já existe faz uns 3 anos! parabens! acabei de perceber...
cacete, o tempo passa rápido
Angles é outra banda, uma espécie de Strokes sem raparigas.
Afinal de contas, se fosse pra resumir os três primeiros discos em uma única frase, essa provavelmente seria:
"Ééééé as rapariiga...!"
Postar um comentário