sábado, 18 de agosto de 2012

Escrito no (Madrugada) bar


A


Todos parecem se preocupar
tanto em não estar
sozinhos

Eu tento me
Importar
com isso o máximo
que eu posso
Mas às vezes, acho
que não quero
ter ninguém

Eu queria mesmo era ter todas elas
ao mesmo tempo
mas isso não tem
nada a ver comigo.

Eu posso me
importar
O máximo que eu tento
Mas só tentar nunca
é suficiente
É por isso que
eu decepciono
essas meninas iludidas
que acham que
eu sou
algo que vale a
 (Que) pena tentar...

B

"eu me odeio"
"I hate myself"
"eu me odeio, me odeio,
me odeio, me odeio"

Essas palavras ecoam
aqui dentro
do Crânio
Quando eu lembro
das coisas pequenas
que fiz antes
E encontro sei lá
quantos motivos
pra ter vergonha
de mim mesmo
É algo que já
fugiu
Do meu controle
É cíclico e insistente
A auto-depreciação
é um vício que eu
não consigo mais
carregar
E é uma dependência
Química
Foda de largar.

O perfeccionismo
Predatório
Me faz exigir demais
de muito o que faço
My self won't let me be
Myself.

3 comentários:

Pedro disse...

Quero ver essas suas coisas musicadas...

Dave C. disse...

Esses dois eu não escrevi pensando em música.... acho que seria meio difícil musicar isso, pelo menos pra mim haha

Gian Rech disse...

Tudo que você faz cheira à música, Dave.
Me identifiquei muito com o poema. Uma parte dele me lembra muito quem eu era há três anos. A outra parte, quem eu sou a cada duas ou três semanas.